Wednesday, September 27, 2006

Rádio, o início de tudo.


Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Marconi, no fim do século XIX. Outros advogam que foi desenvolvida pelo Croata Nikola Tesla.

Na mesma época em 1893, no Brasil, um padre chamado Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em São Paulo.

As invenções como telefone (por Alexander Graham Bell ou Antonio Meucci), o fonógrafo (por Thomas Edison), o microfone (em 1877, por Émile Berliner), o circuito elétrico sintonizado (em 1897, por Oliver Lodge) e as próprias ondas de rádio (em 1887, por Heinrich Rudolph Hertz) deitaram o terreno que possibilitou a criação de um novo meio de comunicação.

Entre as diversas modalidades de radiocomunicação está a radiodifusão. Esta utiliza somente a transmissão de rádio através de estações transmissoras comerciais, estando a recepção por conta daqueles que possuem equipamento para captar os programas, músicas e sons emitidos.

Segundo Martin Barbero, o rádio é a mídia que oferece maior possibilidade de acesso no tempo e no espaço. Este caráter popular exige do editor de um programa de radiojornalismo uma linguagem coloquial, sintética e disposta em frases curtas e claras.
Consideram alguns que a primeira transmissão radiofônica do mundo foi realizada em 1906, nos EUA por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo como componente de amplificação eletrônica recém inventado por si.

Em 1907 Forest transmitiu programas musicais experimentalmente para a cidade de Nova York, sendo uma das primeiras transmissões comerciais conhecidas e reconhecidamente com audiência, embora acadêmica. Quatorze anos mais tarde, o desenvolvimento das ondas curtas possibilitaria as transmissões internacionais.
Em 1922, por ocasião do Centenário da Independência do Brasil, foi inaugurada a radiodifusão brasileira, com a primeira transmissão realizada no Rio de Janeiro.

No mesmo ano, nos EUA, surgiu a primeira emissora comercial, a WEAF, de Nova York, criada pela companhia telefônica Telegraph and Telephone Company (atual AT&T). A primeira emissora do Brasil foi a Rádio Sociedade, no Rio, fundada por Roquette Pinto e Henrique Morize.

Em um Brasil ainda sem televisão, viveu-se a época do auge do sucesso desse meio de comunicação, a chamada Era do Rádio, onde nomes famosos, como o do gaitista Maurício Einhorn começaram a destacar-se (Revista Veja, 2.11.2005, pág.114).

Entre as décadas de 1930 a 1950, o rádio viveu sua chamada "Era de Ouro", como a principal mídia para divulgação de informações, artistas e talentos, junto ao Cinema. A autorização do governo Vargas para a veiculação de publicidade no rádio, em 1932, deu à nova mídia um impulso comercial e popular. No mesmo ano, o governo começou a distribuir concessões de canais a indivíduos e empresas privadas. Em 1934, surgiu a Rádio Mayrink Veiga, no Rio de Janeiro, uma das mais importantes do país pelas três décadas seguintes. No ano seguinte, foram criadas a Rádio Jornal do Brasil e a Rádio Tupi, duas emissoras históricas que existem até hoje. Em 1936, aparece a Rádio Nacional, que liderou audiência por 20 anos e transformou os padrões de linguagem do rádio brasileiro.
O rádio é um meio de comunicação ao qual a maioria da população tem acesso. Por se tratar de um instrumento de baixo custo, pequeno porte e programações diversificadas, exerce uma maior incidência na vida diária das pessoas, tanto em zonas urbanas quanto rurais. Ele é rico em sugestão e sua capacidade de criar imagens, estabelecer laços afetivos e suscitar uma cálida sensação de intimidade com o ouvinte que recebe a mensagem em sua solidão, facilita a adesão, a identificação afetiva - mais que intelectual - a ela.

Devido à facilidade de acesso, à ampla cobertura e à flexibilidade, o rádio oferece inúmeras possibilidades para a educação a distância no desenvolvimento de programas de educação formal e não formal.

Ao utilizar esse recurso aliado às escolas públicas, amplia-se a capacidade de estratégias criativas para uma educação de qualidade chegar o mais longe possível.

Esse veículo de comunicação tem como característica seu apelo da fala direta com o público, o contato íntimo entre o ouvinte e o locutor. O rádio cria a oportunidade para uma identificação mútua com a população, integrando-se à rotina cotidiana do ambiente familiar da comunidade, com grande potencial de mobilização e divulgação.

Assim, motivado pela cultura da oralidade, pelo seu grande poder de penetração nas áreas rurais - grande parte sem acesso a energia elétrica - e pelos custos mais baixos em relação a outras mídias, o rádio é ainda o principal meio de comunicação, justificando-se seu grande potencial de parceria pela educação.

Seu uso educacional pode ser realizado utilizando músicas e textos em sessões pedagógicas, auxiliando em diversos conteúdos professores e alunos, que a partir de suas realidades locais, vão definindo estratégias de ensino em suas escolas.

Um dos pontos positivos de se ter esse recurso na escola é poder fazer uso das peculiaridades locais em seus conteúdos programáticos, dando a professores e alunos a oportunidade melhorar sua auto estima.

Mais recentemente, foi registrado o curso de graduação em Radialismo no qual são formados profissionais aptos a produzir programas
Receptor

A função do radioreceptor é a decodificação dos sinais eletromagnéticos recebidos do espaço, captados pela antena, transformando-os em ondas sonoras, sinais digitais e/ou analógicos. A televisão e o rádio automotivo, por exemplo, são receptores.

O equipamento é conectado a uma antena receptora, um sistema de sintonia e amplificadores de áudio, vídeo e/ou sinais digitais.
Transmissor

O radiotransmissor converte sinais sonoros, analógicos ou digitais em ondas eletromagnéticas, enviando-os para o espaço através de uma antena transmissora, para serem recebidos por um radioreceptor, por exemplo, emissoras de AM, FM ou de TV Alem do LW.
O radio-transceptor, funciona das duas formas, como transmissor e receptor, alguns exemplos de transceptor são, o telefone celular, os radares nos aeroportos, os equipamentos de comunicações em veículos oficiais, e de empresas particulares.
Modalidades

Além da radiodifusão, existem outras modalidades na utilização de equipamentos emissores de radiofreqüência que influenciam nas radiocomunicações.

* Radiotelegrafia, bastante utilizada até meados da década de 1970. Após o advento da digitalização, a transcepção via código morse caiu em desuso comercialmente e militarmente, embora ainda existam utilizadores da radiotelegrafia.
* Radiotelefonia ainda utilizada, porém em outros modos, por exemplo, os telefones celulares são modos de radilotelefonia.
* Radioemissora não é necessariamente radiodifusão, ou radiocomunicação. Uma radioemissora pode emitir sinais de rádio para os mais diversos fins, desde militares até industriais.
* Radiocomunicação é a modalidade mais utilizada.
* Radiogoniometria é uma modalidade de radiolocalização. Um radiogoniômetro localiza uma emissão de radiofreqüência de qualquer modalidade.
* Radiolocalização é uma forma de radiogoniometria. Um radiofarol, por exemplo, sendo um radioemissor, emite sinais que são recebidos por um radiogoniômetro, que tendo um sistema monodirecional de recepção, faz a triangulação da emissora, localizando-a com precisão.
* Radioterapia por Diatermia, chamdo por alguns do meio médico de Ondas Curtas. Este sistema, embora não pertença ao assunto radiocomunicação, tem sua relevância, pois, é um dos maiores interferentes (Poluidor) nas radiocomunicações. Trata-se de um equipamento transmissor de radiofreqüência de alta potência utilizado em medicina e não em comunicação. Também não se deve confundir com Radioterapia por Radiação Ionizante), esta é realizada no comprimento de onda dos raios-x.
* Radiocirurgia, também não diz respeito, até certo modo, à radiocomunicação, pois, trata-se de uma modalidade da utilização de potententes transmissores de radiofreqüência chamados de Bisturís Eletrônicos. Estes equipamentos podem ser utilizados como Cauterizadores eletrônicos, Eletrocoaguladores, além de eficientes equipamentos de corte de tecidos vivos. Nas neurocirurgias são excelentes por causarem menos danos do que as lâminas de corte dos bisturís convencionais. Sua relevância à radiocomunicação se dá pelo fato de serem (juntamente aos equipamentos de diatermia) grandes poluidores do espectro eletromagnético.
Rádio digital

A rádio digital é uma alternativa recente para a comunicação que permite que as transmissões por FM tenham qualidade de CD e as transmissões por AM tenham qualidade semelhante às FM tradicionais.


A questão do rádio digital, em contraposição à TV digital, parece estar bem encaminhada. O Brasil já possui um modelo de transmissão estabelecido, é o IBOC (In Band On Channel). Este é o padrão desenvolvido pelos americanos para o rádio digital e possibilita a transmissão do sinal digital simultaneamente com o sinal analógico. Foi estabelecido um prazo de “Simulcasting” (transmissão simultânea de ambos os sinais). Segundo estimativas da Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo, toda a malha de receptores de rádio será atualizada para o formato digital em dez anos. Ou seja, durante este período ocorrerá o simulcasting para que todas as pessoas possam ter condições de adquirir um aparelho de rádio digital. Este novo formato de transmissão também traz diversas possibilidades para as emissoras. Por ser um meio digital, a transmissão de rádio poderá também incluir além do som, vídeos e imagens. Nos Estados Unidos já são realizadas transmissões de imagens para os aparelhos de rádios. Boletins metereológicos e sobre as condições de trânsito da cidade possuem apoio de mapas que são transmitidos pelas telas incluídas nos receptores. Atualmente, como é de costume com todo produto novo no mercado, os receptores de rádio digital estão com um preço relativamente elevado. Com o passar dos anos este custo será diminuído consideravelmente. Os receptores automotivos estão na faixa dos R$900,00 e os receptores comuns estão custando cerca de R$ 700,00. Valores ainda distantes da realidade da maioria dos ouvintes de rádio. Um dos fatores positivos trazidos pelo rádio digital é a melhora considerável na qualidade do áudio. A qualidade da transmissão AM será melhorada para o patamar da transmissão em FM. E a atual transmissão em FM será aprimorada para a qualidade de CD. Com estas novas características a favor, a expectativa que fica é de que o rádio seja revitalizado com a entrada desta nova tecnologia.

Caracol Radio ou Rádio Caracol é uma das principais cadeias radiofônicas da Colômbia. Ela nasceu em Medellín, em 1948, como Cadena Radial Colombiana S.A (Cadeia Radiofônica Colombiana), quando metade das Emisoras Nuevo Mundo (Emissoras Novo Mundo) de Bogotá foram adquiridas pela Voz de Antioquia.

A cadeia de rádios pertenceu ao industrial Julio Mario Santodomingo até 2004, quando o grupo empresarial PRISA - Promotora de Informaciones S.A. (Promotora de Informações S.A.) comprou todo o Grupo Latino de Rádio, sendo que 17% pertencia a Santodomingo. Desta maneira, a Caracol Radio deixou de ter vínculos com a Caracol Televisión.

Rádio Bemba

Gíria da língua espanhola que significa "da boca do povo", ou seja, uma informação que não tem procedência conhecida.

Diz-se que determinada informação veio da "radio bemba" quando não tem origem esclarecida.
A Radio Gnome Invisible é uma rede de rádio que é repassada mente à mente transmitida por uma máquina de cristal localizada no Planeta Gong.
Estação Rádio Base (ERB) ou “Cell site” é a denominação dada em um sistema de telefonia celular para a Estação Fixa com que os terminais móveis se comunicam.

A ERB está conectada a uma Central de Comutação e Controle (CCC) que tem interconexão com o serviço telefônico fixo comutado (STFC) e a outras CCC’s, permitindo chamadas entre os terminais celulares e deles com os telefones fixos comuns.

Na arquitetura de alguns sistemas celulares existe a figura do Base Station Controller (BSC) que agrupa um conjunto de ERBs antes da sua conexão com a CCC.

Uma ERB típica é composta dos seguintes elementos:

* Local onde será implantada.

* Infra-estrutura para a instalação dos equipamentos

de telecomunicação incluindo a parte civil, elétrica, climatização e energia CC com autonomia em caso de falta de energia através de baterias e em alguns caso Grupo moto gerador (GMG).

* Torre para colocação de antenas para comunicação com

os terminais móveis e enlace de rádio para a CCC.

* Equipamentos de Teleco

Este tutorial enfocará a implantação de ERBs para células típicas em sistemas celulares conhecidas como macro células. Muito do apresentado aplica-se em escala reduzida a micro células.

Tipos de ERBs:

Basicamente temos dois tipos de ERB, comummente chamadas de:

* Greenfield – aquelas que são instaladas em terrenos, ou seja, no solo.

* Roof Top – aquelas instaladas em pavimentos de cobertura de edifícios

Ambas podem utilizar equipamentos de telecomunicação “indoors” (dentro de compartimentos), cujas características de fabricação determina a necessidade de uma infra-estrutura de climatização, como equipamentos “outdoors” (fora de compartimentos), que são unidades autônomas, previamente concebidas para exposição ao ar livre e dimensionadas para obter uma ventilação apropriada.

Esta palavra é citada diversas vezes pelo cantor Manu Chao em suas músicas cantadas em espanhol e também em "portunhol".

No comments: